No mais, Kinect Adventures é uma agremiação de mini games simples no melhor estilo Wii, onde é possível descer as corredeiras pulando sobre trechos de terra e deslizando sobre nuvens. Já Kinect Sports mostrou uma prosaica corrida com obstáculos: a ideia é sapatear no chão o mais rápido possível — o Wii Fit já não havia feito isso? Outras demonstrações trouxeram ainda boxe, pingue pongue, boliche, etc.
Tudo bem, esportes, diversão descompromissada para toda a família, etc. Mas o que dizer de Kinect Star Wars? Se você acreditava que seria o primeiro flerte do Kinect com um público mais “hardcore”, esqueça. A demonstração foi de doer: um poderoso Jedi segue simplesmente rebatendo raios laser, enquanto movimenta-se sofrivelmente para destroçar alguns stormtroopres. Enfim, uma parceria com a LucasArts... E nada além disso.
No mais, Joy Ride, um jogo de corrida com homenzinhos cabeçudos — familiar? —, é melhor praticado longe dos olhos de qualquer psiquiatra. Leve as mãos para o ar para segurar um volante que não existe; jogue as mãos para frente para ativar um boost de velocidade; execute manobras chacoalhando o corpo. Divertido, mas inegavelmente casual.
Third Parties e o Kinect
A conferência da Microsoft ainda trouxe ainda alguns detalhes das primeiras Third Parties a investir no Kinect. Além da temerária parceria com a LucasArts, foram demonstrados ainda Your Shape: Fitness Evolved, da Ubisoft, e Dance Central, da Harmonix. Em relação ao primeiro, cabe aqui uma redução sem muito exagero: trata-se de um Wii Fit com algumas melhorias... E sem controles.
Na verdade, a demonstração de Fitness Evolved serviu também para deixar muita gente com a pulga atrás da orelha. Isso porque a falta de sincronia entre os movimentos da representante e os do modelo — uma massa laranjada disforme e tosca que provavelmente ainda vai dar o que falar — ficou bastante evidente. Mas, de qualquer forma, trata-se de suprir uma necessidade óbvia no Xbox 360; de outra forma, a hegemonia da Nintendo continuaria, certo?
Já a demonstração de Dance Central convenceu um pouco mais. Todos os movimentos do jogo — são mais de 600 no total — foram criados por coreógrafos profissionais, o que, entretanto, não torna nem um pouco complicado seguir os esboços exibidos na tela. Enfim, simples, potencialmente divertido e ainda com uma vantagem: como a leitura dos movimentos não projeta a sua imagem (com atraso) na tela, a falta de sincronia do Kinect fica perfeitamente escondida.
Mas a conferência ganharia ainda um ponto alto. Em um dado momento, é demonstrada uma Ferrari misteriosa que — adivinhe? — pode ser controlada com um volante invisível: assim como em Joy Ride, basta levantar os braços e mover como se fosse um volante. Extraoficialmente, há quem tenha visto o logo de Forza Motorsport... Sim, isso pode ser interessante.
ByErlando.

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